domingo, 4 de setembro de 2011




A lua arabesca
Se odalisca
Me belisca os anseios
E desce ao umbigo

A lua
Vestida de nua
Transcende
E faz estrelas comigo
A lua

De manhã
é D'alva
Cantando a noite


M. C sta

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não sou Deus
Mas uniVerso
ao oposto de falar

Pra sentir que no silêncio de estrelas
estala as palavras
tropeçadas em mar de céu

Não sou Deus
Mas posso unir o inverso
pois amar, é
falante de meu aposto.


M.C sta

domingo, 10 de abril de 2011

. . .
+ *

.
Abril(-se) o céu em
Chuvas
E em cada gota
descem -mentos
Pensa-

Desordenadas,

locadas à (des-)posição
dos ensejos,
trazendo ao chão
Vapores dos desejos


- a chuva é nostálgica
sem saudade referida -


A chuva é patética
e só cessa
em meu (dez-)maio


M.C.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Miolo de pote

Minha sobrinha é manoelesca. Sem saber ler me escreve nos nossos olhos. Tentei criar uma história com ela, mas é muito agudo pra ser crônica.... essa "as pessoas"...



Ernie chorava periquitos
E da sua boca
caíram dois dentes

Ela queria amigos
e ganhou formigas


(-não, assim não)


Zernie chorava na cadeira
E das águas brotei periquitos
Com dentes subindo a parede


(-é quase, é Ernies)


Ernies é doida!
Não sabe se chora
Ou se borboleta.
Fica presa na laranja
E não sai arco-íris


(-e as formigas?
elas são dançadoras!!!)


É festa de sono,
Vamos dormir?



M.C.
L.za

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que sai do trajeto de casa para o trabalho... é o que dá dar aula em Lucena....



A Balsa e a Chuva

O porto
Comporta o mar
Que repete a chuva

O Barco
vê o cais vestido de noiva
rangendo a música
das agulhas
e de água chinesa
tricor
tando as costas



A alma é o resto
e
vê no porto-sol
O pôr-da-noite...
trafegáveis vagas
nas malhas
do destino


***********************

M.aresia

No mar
Vi um agulhão
Que nadava para o prato
Enquanto isso
Alimentava os olhos



M.C.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Presente

É bom vermos no coração do outro
Um ninho onde re pousar.
Onde pausar e refletir.
Sentir a lã do carinho
e com ela tecer outras mensagens...

Na extensão plena destas teias
dons de sermos felizes com palavras
e com risos
numa simples página azul...


Sim, a vida também é azul.
E branda. e ForTe.
E onde ela não alcançar
não faz mal.
No além da memória
Caminhamos de outras formas
os mesmos passos...





M.C.

domingo, 3 de janeiro de 2010




Poesia é dádiva compartilhada. Em tudo, arte armada no circo do caminho. Dos sonhos, inclusive os que não sonhamos, mas que florescem em outras mentes.





Verso pernambucado, embolante-bambado. Verso violão.

Nas curvas das letras, um pouco de Bigio pra vocês.




POEMA NO TOM


..................Para Milla Bigio



"Esse ACORDE
É para que você se deite.
..............E sinta o toque...


As cordas de aço
......Gritam:
Dó(i), Dó(i)!
...E o som majestoso se faz
Numa frequência física

Hertz

..Hearts

Uma só batida

Pode dar Samba
...Pode dar Samba;"



.....Mariane Bigio